Por mais que o avisasse a porta da rua era a serventia da casa ele teimava em perseguir ninfas armadas em mulheres fatais mas caindo na fatalidade de no dia seguinte ele já as ter trocado por outra remessa com embalalagem diferente.
quinta-feira, 6 de março de 2014
O meu casamento com o ninja era já tão só uma estrada sem sinais de trânsito e sem quilómetros para percorrer onze anos da minha vida escritos em papel higiénico tão solúvel que ainda não chegado à boca da sanita já estava desfeito. Um insensato desperdício de tempo que podia ter dado para fazer uma longa viagem à volta do mundo.
Meses depois chegados ao Abril da Alice no País da Desilusão e já na gaveta da memória que recicla informação desactualizada arrumada e engomada como roupa acabada de lavar estava já um pouco desbotada a ilha o céu o mar e a figura de negro só Deus emanava a sua luz na minha direcção certamente conhecedor do meu arrojo e valentia me entregava aquela prova não de água tal samaritana mas de fogo daquele cuspido das entranhas de um poderoso dragão acabado de sair de um perverso conto infantil.
Visão deste mundo com interferência das energias do outro absolutamente terrífico para corações amolecidos e incautos mas na minha descrença deixei aquele momento de revelação guardado nas mãos do meu anjo da guarda, com as aflições que lhe dou na minha teimosia de socorrer causas perdidas não lhe dou descanso nem de noite nem de dia deve parecer mais uma ventoínha daquelas poeirentas compradas numa loja de antiguidades que ninguém quer comprar mas que cumpre a sua função.
E a voz dela revelou assertiva que havia um homem numa ilha cuja mulher lhe tinha encomendado uns enfeites clamando sózinho em comunhão com Deus e tendo como testemunha o oceano que lhe fosse enviada uma mulher leal e com a capacidade de amar uma alma tingida de negro.
Disse ainda num riso sonoro meio enlouquecido pela orgulhosa certeza de quem sabe das andanças deste e do outro mundo que tinha à sua frente sentado ao volante de um carro uma silhueta masculina vestida num inconfundível traje negro.
Disse ainda num riso sonoro meio enlouquecido pela orgulhosa certeza de quem sabe das andanças deste e do outro mundo que tinha à sua frente sentado ao volante de um carro uma silhueta masculina vestida num inconfundível traje negro.
Algo no universo se moveu naquela tarde a física quântica a magia divindades da luz e das sombras feitiçaria? e eu inocente tal criatura acabada de nascer sem suspeitar de nada uma águia prestes a ser ferida gratuitamente pela maldade e mesquinhez desumanas mas saberia mais tarde quem de pé cai logo a seguir se levanta. E com mais determinação. Só o amor próprio nos resgata das garras ferozes dos inimigos mas também a fé sem ela somos pequenos barcos à deriva.
Estávamos em dezembro e como era hábito o frio parecia alimentar~se do calor do nosso corpo até ao osso prefiro dias de chuva porque o clima fica mais macio e menos implacável o sol liga melhor com primavera e verão mas naquele dia ao pedro não lhe apetecia lavar cadeiras e que remédio tinhamos mesmo reclamando de suportar a imprevisibilidade da invernia.
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